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Enem 2017: apostas de temas para redação

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) tem como tradição pedir em suas redações temas em alta na atualidade e de cunhos sociais que devem explorar contexto brasileiro. Dada essa realidade, é preciso ficar ligado nas notícias, artigos de opinião de autoridades, intelectuais e profissionais, e procurar saber o que está acontecendo ao redor do mundo através de revistas, jornais e outras fontes de informações confiáveis. Selecionamos algumas apostas que acreditamos ser relevantes e que podem ser o tema da proposta de redação da prova este ano. Confira a seguir.

Violência nas escolas

Sabemos que o professor é sujeito elementar para estruturação consolidada da educação de todo país. Entretanto, a atual conjuntura brasileira nos expõe uma realidade crua: a violência e desrespeito, dentro das escolas, contra o professor tem aumentado exponencial nos últimos anos. Como começar a pensar no bem para a educação no Brasil, desconsiderando a preservação e o cuidado com o corpo docente? Alguns episódios recentemente marcaram a história de violência contra nossos professores: a tragédia de Janaúba-MG, quando professora Helley, de 43 anos, morreu tentando ajudar alunos a se salvar do ataque de tiros e fogo, pelo segurança Damião, que deixou onze mortos e mais de quarenta feridos; a agressão contra a professora Marcia, no interior de Santa Catarina, que postou em suas redes sociais uma selfie sangrando e com o olho inchado; o protesto de professores, reprimido violentamente em Curitiba, em 2015, com mais de duzentas pessoas feridas, que deixou todo o país chocado. Os exemplos são vários, e o assunto muito pertinente, a partir dele se pode vislumbrar uma discussão oportuna sobre educação, políticas de ensino, a possível obsolescência da profissão professor, a falta de estrutura do país, entre outros. Existe muito material recente e disponível on-line que podem servir de argumentos.

Cura gay e políticas LGBTs

 Ainda neste ano, mais precisamente em setembro, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal no Distrito Federal, aprovou uma liminar sobre um assunto polemico e que já estava em voga há um tempo: a reversão de sexualidade, ou popularmente a “cura gay”. A decisão permite psicólogos a prestarem terapia a pessoas que decidirem retornar a heteronormatividade, o que era vetado desde 1999. A tomada de decisão contrariou o Conselho Federal de Psicologia e boa parte da comunidade LGBT, que diz não se considerar doente para precisar de tratamento. O fato reacendeu o debate nacionalmente. A ideologia de gênero e as conquistas de direitos dos LGBTs, assuntos próximos da temática da reversão sexual, também estão em plena evidência, visto a posição do Brasil entre os países com os maiores índices de homicídios de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, e o debate tem chegado às dramaturgias, redes sociais e imprensa. Ainda que não caia como tema na redação, pode aparecer diluído pela prova.

Crimes e ódio nas redes sociais

Sabemos da facilidade que a internet possibilita em nossas vidas e, inclusive, hoje é quase impossível pensar em nossa rotina sem o uso da rede interligada de computadores. Mas, o que aos poucos tem começado a entrar em discussão, pela natureza recente das problemáticas, são as repercussões do mau uso da internet, e até mesmo os crimes virtuais, como redes de pedofilia, fake news (notícias falsas), situações de bullying virtual, desrespeito da privacidade, crescimento do vício em pornografia e próprio uso da internet, casos de isolamento da realidade, etc. Além disso, os discursos on-line são facilitados pela impessoalidade de perfis falsos, que se transformam em discursos de ódio, extrapolando o respeito concedido pela liberdade de expressão e, muitas vezes, ferindo leis em vigência. Além disso, há problemas de alienação virtual. O que é possível ser feito para minimizar ou para defesa das vulnerabilidades do ambiente digital é uma questão importante para os dias de hoje, assim como as políticas públicas e decisões que têm sido tomadas para este objetivo. Sem dúvidas, trata-se de um assunto atual e relevante e que pode estar na redação deste ano.

Crise dos refugiados

Enfrentamos em escala global uma crise de refugiados que se caracteriza como a maior desde o final da II Guerra Mundial. Os motivos que têm causado a locomoção dos imigrantes são vários: conflitos civis, guerras, violação dos direitos básicos, perseguições religiosas, ideológicas ou políticas, e também por diferenças étnicas. Imagens como o menininho sírio morto na praia da Turquia revelam a verdade sobre a crise humanitária, um problema mundial que precisa ser discutido.  A guerra civil da Síria, por exemplo, é um conflito que ganhou notoriedade desde que começou, em 2011, e que parece estar longe de se resolver. Sem condições de viver em seus países, os refugiados, em boa parte vindos da Ásia e África, fogem principalmente para Europa, mas também para outras nações, em busca da sobrevivência e, ao mesmo tempo, despertam debates acerca das reações à essa realidade.

Responsabilidade ambiental

Devido a recente decisão de Trump de retirar os EUA do Acordo de Paris, acordo climático que tem como objetivo reduzir emissões de gases do efeito estufa, e por isso representa uma dura realidade na luta para conter as mudanças climáticas, o caso do rompimento da obra da barragem de rejeitos da Samarco, em Mariana-MG, que destruiu áreas naturais da Mata Atlântica e poluiu a bacia do Rio Doce em 2015, e o atual recuo nos avanços das políticas ambientais da Amazônia, entre outros fatos, os assuntos abordados pela responsabilidade ambiental voltaram a ter destaque e merecem nossa atenção.

É importante lembrar que quesitos como compreensão do tema, coesão e coerência, estruturação do texto argumentativo-dissertativo (geralmente o tipo mais pedido), demonstração de domínio da norma culta da língua portuguesa, seleção, relação e organização dos pontos de vistas e argumentos e proposta de resolução do tema abordado, respeitando os direitos humanos e a diversidade, deverão ser respeitados. Lembre-se: um bom texto deve respeitar a essas competências avaliativas.

Fonte:

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