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Dicas para o planejamento pedagógico de 2018

Estamos no começo de um novo ano letivo e junto dele uma nova temporada, essencial, de planejamento pedagógico. O momento que diretores, colaboradores, coordenadores e professores, principalmente esses dois últimos, têm para se reunir e tratar, com calma e clareza, de seus cronogramas de ações que devem ser tomadas durante todo o ano letivo. Neste intervalo de tempo, é fundamental a concepção de metas pessoais e conjuntas para que os objetivos da instituição de ensino sejam atingidos com o máximo de rendimento possível, ou seja, com o máximo de alunos com garantia de aprendizado.

Além dos planos internos da equipe pedagógica, sobre o que, como e quando vai ser ensinado, tudo isso alinhado ao Projeto Político Pedagógico (PPP), é importante que a coordenação se mantenha atualizada e atenta também às resoluções dos órgãos e secretarias de educação, que fiscalizam e mantém a regulamentação das diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), passadas pelo MEC. Isso evita que o planejamento pedagógico fique limitado ao universo particular da escola, inserindo-a dentro de objetivos universais e comuns na área de educação. Neste artigo, vamos falar um pouco mais sobre o planejamento pedagógico e algumas observações que devem ser levadas em consideração em sua execução. Vamos lá?

1. Rever para melhorar

Com certeza, uma das características mais proveitosas do planejamento é trazer ao conhecimento de todos o balanço da gestão que já foi feita no ano anterior e suas didáticas. Assim, são constatadas ações que deram certo, que não deram, o que funcionou ou não na prática em diferentes turmas, e assim por diante.  Portanto, é imprescindível a revisão do projeto do ano anterior para que o novo seja iniciado. É hora de refletir e expor, sem eufemismos, a todos o que deve ser melhorado.
Planejar é também uma maneira de assegurar que o planos traçados sejam realizados e, talvez o mais importante, conseguir mensurar a efetividade delas. É mais possível que os objetivos do plano sejam alcançados se a coordenação contar com a consciência e a ajuda de todos os setores. Além disso, estabelecer o calendário escolar é trazer para próximo a família dos estudantes, pela importância que ele tem no investimento que os pais fazem nos alunos, o que também tende a reafirmar a colaboração deles no processo de aprendizagem do aluno. 

2. Quem chamar para o  planejamento pedagógico?

Geralmente, é preciso muita agilidade para que esse período seja concluído dentro do tempo necessário, afinal, janeiro passa voando e logo as aulas se iniciam. Uma maneira mais efetiva para garantir a objetividade pedida é designar as etapas do processo e deixar claramente estipuladas quais serão elas, e também quem deverá participar de cada oportunidade. É essencial, portanto, tentar marcar mais de um tipo de reunião, uma com toda a equipe, uma entre coordenadores e professores, e assim por diante, conforme for necessário, dessa forma fica mais fácil dividir e alinhar as estratégias.

Tendo em vista os conceitos de uma gestão colaborativa, muito em voga e muito importante, hoje em dia, todos, além do coordenador e professor, a direção, a equipe administrativa e os outros integrantes da comunidade escolar, possuem perspectivas essenciais para o desenvolvimento da escola e devem ser compartilhadas. Por isso, é quase impossível pensar um planejamento pedagógico eficiente sem a proximidade de todos que trabalham na instituição.

É interessante que na junção de todos, o grupo alinhe a organização das ações, estabelecendo estratégias que vão suprir as expectativas da área de cada um, enquanto colabora com outras. Aqui, cabe a captação de todo tipo de depoimentos, as investigações, diagnósticos qualitativos e quantitativos de desempenho das turmas, e muito diálogo aberto com os docentes. Tudo o que for exposto e analisado nessa circunstância, vai oferecer campo para a observação de professores e coordenadores, ajudando-os a compreender e a atingir orientações mais assertivas para as próximas tomadas de decisão.

Muitas escolas chamam a ocasião de semana pedagógica, deixamos aqui a dica de tornar a oportunidade menos institucionalizada, um evento onde haja voz para todos e abertura às novas ideias que o período propõe. Estimular a democracia e a participação de cada um é muito importante para que o planejamento não se torne prepotente, mas atenda à unidade escolar. É importante, porém, evidenciar a relevância da imediação coordenador-professores. Esses últimos convivem constantemente com a realidade das salas, alunos e suas demandas pedagógicas.

3. Planejamentos coerentes com  a atualidade

Para que a distância entre o idealizado e o realizável diminua, é preciso que o planejamento pedagógico esteja equalizado com a(s) realidade(s) dos professores, colégio e seus aprendizes. Isso quer dizer que rascunhos para o futuro da escola devem ser rabiscados levando em conta as diversidades encontradas em cada aprendiz dentro de sala de aula, que vão de encontro com a bagagem cultural de cada um, níveis de conhecimento que detêm, e traços sociais. Por isso, o coordenador deve determinar quais as formas e matérias serão estudadas, mas, mais que isso: deve ter a sensibilidade para que os conteúdos sejam adequados às oscilações que vão acontecer durante o processo de transmissão de conhecimento em sala. 

4. Ajustes do planejamento: tenha maleabilidade.

Sabemos dos imprevistos que lidamos na rotina escolar, por isso, nada mais racional que flexibilizar o planejamento do ano. As decisões tomadas no início do período letivo devem ser revistas, confrontadas e restabelecidas no decorrer das aulas, visando assim mensurar resultados e acompanhar as ações que têm sido tomadas. Para isso, indicamos que novas reuniões sejam marcadas, numa espécie de gerenciamento de medidas, regularmente. A grau de eficiência do plano pedagógico está diretamente ligada à sua alimentação, assim digamos, e à sua capacidade de resiliência nas resoluções dos problemas que encontrar em seu exercício.

5. Incentive aulas mais atrativas!

 Hoje, com o acesso democrático ao conhecimento, proporcionado pelo avanço da internet, é cada vez mais essencial transmitir os conteúdos de forma atrativa, participativa e criativa. Graças às tecnologias e recursos que podemos contar, como app’s, jogos, redes sociais, sites e plataformas, entre outros, é possível que as aulas cheguem a um alto nível de interatividade com um esforço muito menor do que anteriormente. A sugestão para a coordenação é: esteja aberta às inovações e possibilidades!

5.1. Memes e professores

Você pode estar se perguntando o que os memes, nome usado para indicar uma ideia que  “viraliza”, que se espalha rapidamente pela web, tem a ver com as aulas que os professores vão ministrar em sua escola. A resposta é: tudo. Pois, ainda que façam parte corriqueiramente da vida dos alunos, a leitura e interpretação dos sons, imagens ou “morais”, que carregam cada meme são mais complexas do que parecem e têm muito a ensinar. Podemos, inclusive, arriscar dizer que os memes são as novas charges.

“Qualquer ferramenta didática bem utilizada, com profundidade, objetivo e análise, pode acarretar sucesso. Se um professor utiliza o quadro branco ou o projetor, de maneira planejada e orientada aos alunos/conteúdo, ele terá sucesso. Da mesma maneira, se forem memes ou outros textos. Atualmente, memes são expressões vivas de anseios, desejos, sentimentos diversos, por isso atingem o público a que se destinam. Por meio de um meme, eu posso construir conteúdos dizíveis naquela estrutura. Porém, uma aula com memes sem propósito não faria sentido.” Disse Flávia Botelho, professora-coordenadora no curso de Letras-Literaturas na Universidade Federal de Mato-Grosso (UFMT), e doutora em Linguística pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Incentivando o uso dos memes, é muito possível que os alunos saiam da sala comentando sobre “aquela aula que você respeita”, como diz a linguagem “memética”, com os outros colegas de classe. Essa linguagem aproxima os alunos dos professores, tornando-se uma grande parceira para trabalhar diversas temáticas. Por isso, é no mínimo relevante a coordenação propor que o corpo docente trate de inserir, ainda que ao poucos, as leituras desses textos em sala.

5.2. Estimule o uso de notícias e redes sociais

As redes sociais, apesar do espaço com perspectiva descontraída onde são abordados diversos temas, trazem muitas expressões e componentes da cultura popular que dialogam com o dia-a-dia de nossa sociedade contemporânea, cada vez mais imersa na tecnologia. Já as notícias são boas narrações da realidade, ainda que carreguem consigo ideologias diversas, que merecem toda atenção do educador.

A leitura, análise e compreensão de textos jornalísticos, inseridos como prática pedagógica é uma grande ferramenta de ensino e estimula a formação de cidadãos mais participantes socialmente e mais esclarecidos politicamente. Os coordenadores podem estimular o uso de notícias pelos professores em sala de aula tranquilamente, o método pode não ser dos mais inovadores, mas com certeza funciona. E, falando nisso, fica a dica: prepare junto do professor de português uma aula onde os alunos tenham que criar um texto do gênero notícia, características e informações de forma clara e objetiva, descrevendo algum fato relevante, a atividade visa à informação e reflexão acerca de algum tema relevante.

5.3. Use aplicativos como apoio

Não há mais “saída”: a tecnologia a favor da educação é uma realidade que deve ser usada em benefício dos educadores. Dentre os vários App’s que auxiliam na educação, destacamos para indicação dos coordenadores o Flipboard, espécie de rede social onde o usuário escolhe, via seus interesses, e também indica artigos, e depois pode construir sua própria página. Além de ser interessante para os alunos, essa ferramenta também é útil para os professores em suas pesquisas, lá eles podem compartilhar planos de aulas e informações com outros educadores ao redor do mundo.

Para quem pretende inserir aulas mais intertextualizadas, o WolframAlpha chama atenção por desmistificar as exatas. O App oferece dados sobre diversas áreas do conhecimento, de matemática, finanças e costumes, e até possui uma ferramenta chamada “passo a passo”, que orienta o caminho para a resolução de um problema matemático de elevado nível de dificuldade, por exemplo.

Além desses, o Estuda.com conta com um amplo espaço virtual com questões, simulados on-line a até fóruns de discussão para coordenadores, professores e alunos. A plataforma possui App para celular e é destaque no auxílio dos estudos com a garotada.

O coordenador deve ter em mente que incentivar o uso de aplicativos em sala deve ser uma orientação recorrente, dada à grande expressividade atual de que ambientes de aprendizado, além das limitações físicas da escola, sejam recriados. Uma necessidade que surge, a cada dia, com mais expressão no dia-a-dia das escolas, e que, nos casos onde tem sido atendida, está, além de expandindo horizontes, facilitando as rotinas de professores e alunos.

Conclusão

 Todos concordam sobre a relevância do planejamento pedagógico, isso é incontestável. Afinal, o sujeito é um forte orientador para os educadores, além de permitir o uso de informações coletadas para aplicação de mudanças mais eficientes e com mensurabilidade mais ampla de resultados. Aproveite esse período para pesquisar, compartilhar e desenvolver estratégias com toda a sua equipe, tudo isso, além das dicas dadas neste artigo, vai ajudar os agentes da educação no crescimento da sua escola.

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Fonte:

Redator, social mídia, pesquisador e entusiasta das artes pelo Cena Livre de Teatro, grupo atuante na UFMT. Aluno do terceiro ano de Letras-Literatura na instituição federal, e fotógrafo nas horas vagas.


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