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Boa comunicação com os alunos = Relações saudáveis

Sentir-se capacitado a exercer a comunicação de maneira efetiva é a prévia de relações saudáveis. Em sala de aula, mentes e pessoas diferentes encontram-se. Como fazer acontecer a comunicação da melhor maneira? Neste artigo, algumas dicas são expostas. Aprenda!

 

Há alguns dias, mais precisamente em novembro de 2016, pesquisadores da universidade americana Harvard publicaram uma pesquisa que concluiu o que faz as pessoas felizes: a qualidade de suas relações. O "Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto" (Study of Adult Development), veio reafirmar o que muita gente pressentia, durou 75 anos, teve 700 participantes e acompanhou toda a vida de seus participantes, supervisionando seus estados de humor, mental e físico. No que diz respeito às relações interpessoais, quando pensamos no ambiente escolar, mais especificamente na sala de aula, podemos, neste momento, não ter especificamente dados coletados a esse respeito, mas sabemos que é muito possível que essa realidade desprendida do estudo se estenda ao contexto.

Sem dúvidas, o que contribui muito para o êxito de uma escola são esses relacionamentos e, por consequência, como essas relações são mantidas, nutridas e pensadas, que meios são usados para isso, de que forma isso é feito. É inevitável pensar em um convívio agradável, sem pensar em uma boa comunicação. Portanto, comunicar bem é primordial para que os relacionamentos cresçam, para que os conhecimentos sejam passados com qualidade, para que o pensamento crítico floresça dentro das salas de aula. São sobre essas relações que vamos falar neste artigo. E o mais importante, tentar através dele refletir: quando você relaciona isso com sua escola e seus alunos, qual imagem lhe vem à cabeça? Preparado para melhorar a comunicação com o seus alunos? Boa leitura!

Fortaleça o diálogo interno com os seus alunos

Sabemos que problemas de ineficiência em comunicação promovem desperdícios de tempo e, por vezes, podem acarretar uma série de transtornos. Por isso, indicamos um esforço para definição de um modelo de comunicação interno com os alunos, assim, é possível aumentar a eficiência da entrega das mensagens. Muita coisa há de ser levada em consideração para tal: linguagem, mídias, plataformas, esforços, etc. Todos esses fatores vão influenciar diretamente em como a informação será recebida pelo seu público-alvo. Portanto, para que seja decidida a melhor forma, um processo de observação e até uma pesquisa é desejável.

Uma forma muito eficiente de comunicação interna se dá através do mural-jornal. Os folhetins informam objetivamente e possuem proporções expandidas, tornando-se uma interessante maneira de comunicação, a medida que facilita o acesso ao que está sendo divulgado. O mesmo conteúdo, inclusive, pode ser desdobrado para as redes sociais, o mailing e site da escola, por exemplo. Uma forma colaborativa de comunicação é a proposta de um rádio da escola feita pelos próprios alunos que, além de explorar a criação e criatividade deles, estimula a participação na comunidade escolar, o que contribui expressivamente para o desenvolvimento e visão política do estudante.

Alinhe a linguagem

Roman Jakobson estabeleceu seis fatores essenciais para que a comunicação aconteça de forma favorável: remetente, contexto, mensagem, contato, código, destinatário. A sistematização do processo feita pelo linguista russo explica muita coisa na comunicação, visto que permeiam essa fatores as funções da linguagem (emotiva, fática, conativa, etc), através das quais são determinadas as intenções por trás da mensagem. Isso tem absolutamente tudo a ver com a linguagem, ou seja, as funções da linguagem, que você escolhe para que essa conversa aconteça com os seus alunos.

Nesta escolha, reside a preocupação com que a instituição de ensino dá para o diálogo com os seus alunos. Dado isso, é necessário uma adequação de discurso: não há como falar com os alunos da mesma maneira que se conversa com os pais ou professores, por exemplo. Dessa forma, o vocabulário deve estar apropriado à idade de seus receptores, alinhada à clareza e objetividade. É muito importante a escola manter uma comunicação que leve em conta a realidade dos destinatários e também alinha com o objetivo que pretende.

Diversifique os canais de comunicação

Como dito anteriormente, é importante que a comunicação não se retenha ao mural da escola. Apesar de importante, vivemos em uma era digital, e os alunos estão cada vez mais transmidiáticos, dada a realidade em que foram inseridos desde pequenos. É imprescindível que a escola se adeque à essa conjuntura e comece a usar mídias mais diversificadas que as tradicionais para que, assim, consiga melhores resultados em sua comunicação interna.

Além dos já citados (redes sociais, e-mail marketing e site), hoje, existem alguns aplicativos que podem ser forte aliados para uma intercomunicação escolar mais eficiente. Além disso, algumas plataformas on-line de instituições ajudam no controle de frequência pelos pais, diálogo com os professores, acesso a conteúdos videográficos e até mesmo fóruns para compartilhamento de informações acerca da matéria ofertada, como também datas de eventos importantes, acesso ao calendário escolar, entre outros. Quando pensamos na Geração Z para cá, quanto maior a variedade de mídia, maiores as chances de uma boa comunicação.

 

 

Ensinar com excelência envolve muito mais que tecnocracia. A confiança que pode ser desenvolvida na relação do estudante com a escola vai refletir diretamente em seu resultado em sala, em seu desenvolvimento como sujeito social, em seu crescimento pessoal, e uma comunicação saudável é fator importantíssimo para que isso seja possível. Uma escola preocupada com o contato que deve manter com seus alunos demonstra segurança em seus objetivos, interesse em avançar e organização. Fatores indispensáveis para uma imagem que gera confiança.

 

Fonte:

Redator, social mídia, pesquisador e entusiasta das artes pelo Cena Livre de Teatro, grupo atuante na UFMT. Aluno do terceiro ano de Letras-Literatura na instituição federal, e fotógrafo nas horas vagas.


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