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Como entender a tabela periódica?

Conseguir compreender a tabela é importante não apenas para os químicos, mas também para quem vai prestar vestibular ou Enem. Para te ajudar a entender melhor a tabela periódica, preparamos um guia que facilitará sua vida em Química e fará você perceber que ela não é nenhum monstro marinho. Confira!

Como entender a tabela periódica?

Ao olhar para a tabela periódica, você pode pensar: “pra que isso tudo vai ser útil na minha vida?” Realmente, à primeira vista parece algo complexo e muito acadêmico.

Mas a verdade é que ela parece mais assustadora do que realmente é. E pode acreditar: a tabela periódica tem sua importância sim.

Ela existe para organizar os elementos químicos da natureza, e está em constante atualização. Para você ter uma noção, no ano de 1850, existiam 60 elementos na tabela e hoje em dia ela já contém 118!

Conseguir compreender a tabela é importante não apenas para os químicos, mas também para quem vai prestar vestibular ou Enem. Afinal, Química é uma das matérias que dão as caras por lá, e eles costumam falar de algum elemento químico nas questões!

Além disso, ao conhecer mais sobre os elementos da tabela, você aprende mais sobre o meio ambiente e os objetos ao seu redor. Isso porque diversas coisas utilizadas por todos nós durante o dia são feitas de elementos químicos.

Aliás, existe um site muito divertido e interessante, criado por um físico americano, que mostra a tabela periódica de forma interativa, com vários objetos ilustrados no lugar de cada elemento químico. Se você clicar em um deles, saberá mais informações ainda!

Para visitar o site, acesse este endereço: http://elements.wlonk.com/ElementsTable.htm (infelizmente, ele só está disponível em inglês, mas as figuras já ajudam muito).

Para te ajudar a entender melhor a tabela periódica, preparamos um guia que facilitará sua vida em Química e fará você perceber que ela não é nenhum monstro marinho. Confira:

1 - A organização

A tabela periódica atual é organizada em linhas horizontais e segue a ordem dos números atômicos, de forma crescente. A maneira correta de consultar a tabela é lê-la do mesmo jeito que você lê um texto comum, ou seja, da primeira linha e da esquerda para a direita.

2 - Os quadradinhos

Dentro de cada quadradinho fica um elemento químico, cujo símbolo aparece no meio em destaque e o número atômico fica pequeno, normalmente do lado superior esquerdo ou central.  

O número atômico representa a quantidade de cargas positivas (prótons) que os átomos do elemento possuem. Como o hidrogênio apenas tem 1 próton, seu número atômico é 1. É por isso que ele é o primeiro elemento da tabela.

Na linha debaixo, pode reparar que o próximo elemento é o Lítio e seu número atômico é 3. O elemento que fica ao seu lado, o Berílio, tem o número atômico 4. Se você continuar a observar a tabela, verá que os números realmente aumentam, provando a ordem crescente.

Além do número atômico, se a tabela periódica for completa, os quadradinhos dos elementos também podem conter outras informações: os elétrons que estão nas camadas eletrônicas dos átomos e a massa atômica.

Veja um exemplo (de preferência acompanhe junto à tabela): o Cromo (Cr), tem o número atômico igual a 24, sua massa atômica é 51,996 e seus elétrons nas camadas estão divididos como 2  8 13 1 (isso quer dizer que a camada mais perto do núcleo possui 2 elétrons e a mais longe possui 1).

3 - As linhas e as colunas

A tabela periódica contém 7 linhas, que aqui são denominadas de períodos. Além disso, ela também possui 18 colunas, que são conhecidas por famílias (ou grupos). Vale lembrar que os elementos que têm as propriedades químicas e físicas similares pertencem à mesma família.

4 - Agrupamentos

Os elementos que se encontram no mesmo período (linha) da tabela contêm a mesma quantidade de camadas de elétrons, lembrando que o máximo de camadas que um elemento pode ter é 7.

Lembra do Cromo? Então, ele tem 4 camadas (2, 8, 13 e 1) e por isso ele está no período 4, no qual todos os elementos também têm 4 camadas.

Os elementos que são pertencentes a mesma família possuem o mesmo número de elétrons na última camada eletrônica.

5 - Famílias (ou grupos)

Você pode reparar que as tabelas são coloridas e isso não é para ficar bonitinho, não. Na verdade, é para facilitar a visualização das diferentes famílias presentes. Normalmente, uma tabela está dividida nas seguintes famílias:

Metais alcalinos (do segundo até o último da primeira coluna).

Metais alcalinos-terrosos (pertencentes à coluna paralela à de metais alcalinos).

Metais de transição (é aqui que o nosso amigo Cromo se encontra, no grupo do meio).

Metais representativos.

Semimetais.

Não-metais (aqui onde estão presentes hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, carbono, fósforo, enxofre e selênio).

Halogênios.

Gases Nobres (sempre a última coluna inteira).

E não podemos nos esquecer das últimas duas linhas lá embaixo, que contém os elementos das famílias Lantanídeos e Actinídeos, também chamados de terras raras.

 

Viu como a tabela periódica é tipo um cão que ladra, mas não morde? Não adianta decorar as posições, você precisa entender seu funcionamento. Teste seu conhecimento com jogos, ilustrações e exercícios. Assim conseguirá fixar o assunto!

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