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Diretor, estimule sua equipe!

O ambiente escolar é composto por relações interpessoais. Como diretor e parte importante para a socialização, dicas para entender e se atualizar são sempre bem-vindas. Neste post, algumas sugestões são disponibilizadas!

Diretor, estimule sua equipe!

Rotina de trabalho, muito tempo dedicado à mesma função, possíveis reduções de resultados, modificações do mercado, problemas de manutenção, atualização de sistemas e normativas, desmotivação… São muitas as vezes em que diferentes fatores fazem os desafios para a reinvenção da gestão escolar parecerem intransponíveis.

E em meio a tudo isso, o diretor, responsável pelo orçamentos, administração, orientação e integração da equipe, enfim, por uma parte importante da dinâmica escolar, deve estar também atento ao que pode impulsionar sua equipe. Afinal, os resultados da escola estão diretamente ligados à desenvoltura e ao bom desempenho de seus professores e funcionários. Além disso, uma comunicação mais aberta, a fim de perceber as principais necessidades daqueles que colaboram com a instituição, faz da relação diretor-escola muito mais saudável.

Neste artigo, vamos listar dicas e falar um pouquinho sobre como você, diretor, pode melhorar o desempenho da escola por meio do estímulo de toda a equipe. É muito importante relembrar que, desde dentro das salas de aulas, laboratórios, passando pela cantina e pelas quadras de esporte, secretaria, coordenadoria, estamos lidando com pessoas o tempo todo. Por isso, é essencial que essas relações sejam harmoniosas para o bem de todos: direção, professores, funcionários , alunos e pais. É possível, por meio da promoção de relações positivas e comunicação mais ampla, criar um ambiente que mais agrade a todos.

Aposte em uma gestão participativa e transparente

Ultimamente, muito tem se falado sobre gestões mais participativas na educação. Apesar disso, sabemos que o discurso se distancia um pouco da prática quando há a tentativa de trazê-lo à realidade. O problema reside na dificuldade de romper com paradigmas de gestão que acabam por se cristalizar devido a vários fatores: tempo, insegurança, comodismo. Porém, hoje, mais que anteriormente, sabemos das vantagens que um sistema mais colaborativo pode proporcionar a instituição de ensino, justamente por incentivar mais autonomia para todos da comunidade escolar. 

Ainda que não seja possível a aderência total de uma gestão colaborativa, é interessante lembrar que a falta de transparência nas tomadas de decisões e estratégias gerenciais da escola pode se tornar um empecilho para o estímulo da equipe. Então, a dica é que relatórios, exposições ou mesmo assembleias abertas sejam fomentadas para este objetivo: ser mais transparente com a comunidade escolar. Desse modo, pode-se abrir mais oportunidades de estabelecer elos entre as necessidades do coletivo e dos indivíduos, envolvendo tanto pais, quanto alunos, coordenadores e professores. Assim, esses também estarão mais próximos, mais entendidos sobre as configurações da administração e, por consequência, até mais engajados nos objetivos e metas que envolvem todos para o bem-comum: o aprendizado.

Disponha de recursos tecnológicos efetivos

Uma escola que está alerta às novidades tecnológicas para o aprendizado mostra claramente seu intuito em ajudar da melhor forma todos os envolvidos no processo de ensino. Hoje, existem inúmeros App's disponíveis que ajudam tanto professores, coordenadores, como alunos e colaboradores. Inclusive, muitos deles estão disponíveis gratuitamente para download nas lojas virtuais, Google Play e Apple Store. Entretanto, cabe-nos falar acerca de um pensamento-comum, uma visão um pouco limitada, de que os notebooks, tablets, smartphones, entre outros meios, só devem ser usados ou para pesquisa, ou externamente à sala de aula.

Esse é um prisma que não entende a realidade em que estamos inseridos agora: diferente de antes, o educador não é detentor do conhecimento. Não mais. Hoje, o professor lida com uma conjuntura com alunos cada vez mais ligados à informação. Isso colabora para uma crescente troca de conhecimentos em diversas áreas: mas agora a via é dupla e o docente se comporta mais como facilitador. A perspectiva verticalizada professor-aluno tem, aos poucos, perdido campo. Portanto, é importante deter dos recursos audiovisuais e tecnológicos, entretanto é necessário de vez deixar de lado a visão de que os recursos tecnológicos são nossos inimigos, como muitos agentes da educação pensam a respeito do celular, por exemplo.

“Do ponto de vista do aprendizado, essas ferramentas devem colaborar para trabalhar conteúdos que muitas vezes nem poderiam ser ensinados sem elas, portanto não significa que apresentações de Power Point vão agregar conteúdo. Deve existir todo um planejamento, uma integração e uma interação dos profissionais para o uso dessas ferramentas digitais. Assim como não faz sentido ver o crescimento de uma semente em uma animação se podemos fazer experimentos reais. A tecnologia só vai atrapalhar quem não souber fazer bom uso dela”, disse ao portal Brainstorm9, Cristina Tempesta, doutora em educação pela UNICAMP.

Muito embora seja preciso, mais do que planejar a inserção do material tecnológico propriamente dito, é necessário pensar em como possibilitar a modificação das estruturas das salas da escola para atender o uso desse material. É necessária a implantação e em seguida a continuidade com a edificação de uma “estruturação-tecnológica”. Isso deve levar em conta não só a parte física, mas também a criação de um roteiro para utilização das plataformas de tecnologia, com professores sendo capacitados para suas aplicações de maneira que atendam às suas necessidades pedagógicas, bem como as de aprendizagem dos alunos. Conforme afirmou Klaus Schlünzen Júnior, coordenador do Núcleo de Educação a Distância (NEaD) da Unesp, ao jornal da instituição, “é inevitável que o uso da tecnologia passe pela mudança de metodologias. O que importa é o professor encontrar os meios para a construção de significativos e contextualizados ambientes de aprendizagem.”   

Converse com os seus colaboradores

Embora seja de conhecimento geral que a rotina do diretor não permite tantos encontros, oportunidades para importantes reflexões acerca da escola, existem outras formas de aproximar e saber o que acontece com seu colaboradores. Como exemplo, uma reunião com grupos de profissionais específicos pode ser marcada com antecedência, um questionário com perguntas que revelem aspectos importantes da vida do colaborador pode ser feito e respondido até on-line. Inevitavelmente, voltamos ao tópico anterior: app's de comunicação, de gestão, fórum interno, e-mail marketing institucional, essas e outras ferramentas podem ser usadas para facilitar a conversa com seus colaboradores.

E por que ficar atento aos feedbacks dos funcionários? Essa coleta de dados pode ser muito relevante para o seu planejamento estratégico, para prospectar resoluções de situações-problemas, possibilita a proximidade e maior elo com o colaborador, além de propor a ele mais diálogo. Nisso, há uma postura informando que a escola também está disponível a enfrentar o cotidiano de forma mais tranquila, mais confortável, o que pode estimular e nutrir uma relação mais cooperativa. Além de também ajudar a resolver os desafios de forma mais ágil e dinâmica, levando em conta que quanto mais você conhecer sobre as pessoas com quem trabalha, únicas em suas diversidades e bagagem cultural que carregam, e quanto mais você procurar se informar sobre os anseios profissionais de sua equipe, melhor. Um ambiente e uma relação tranquila estimula e nutre a motivação dos colaboradores para seguir em frente. Todo mundo rende mais em um lugar onde é aceito, onde se sente seguro e onde consegue propor suas idéias e ser ouvido.

Uma dica: já pensou em fazer encontros com debates rápidos e semanais sobre a escola? Nele, o diretor pode sugerir aos colaboradores a discussão sobre perspectivas, resultados, modelos que têm dado certo em sala, bem como melhorias que o corpo docente espera, entre outros. Um meio de facilitar essas proposições é usar fóruns on-line, assim, uma maior participação pode ser garantida.

Invista em seu corpo docente

Workshop, intercâmbios com outras áreas, oficinas, palestras, troca de experiência entre colaboradores de setores diferentes, confraternizações, mesas de debate educacional em faculdades e em escolas. O que estimula o seu professor ou colaborador fora da sala de aula e do horário de trabalho? A capacitação contínua do profissional o coloca em movimento e o atualiza sempre, fator importante para o sucesso profissional de todos os colaboradores da instituição. Os professores são como fios condutores do conhecimento, os elementos essenciais no processo de aprendizagem e motivação na sala de aula. Logo, fica claro que se ele não estiver motivado, dificilmente motivará alguém.

E isso também tem a ver com a capacitação oferecida ao educador. “Seja em forma de provas, textos, desafios, oficinas ou cursos, a formação continuada de professores tem sempre o objetivo de aprimorar a docência e, ao final, entregar para o mercado e para a vida, alunos pró ativos e conscientes de suas responsabilidades, que sabem trabalhar em equipe e onde buscar as informações que precisam para o conhecimento, na escola e fora dela.” (Lilian Luitz, pedagoga e gerente de educação básica e continuada do Sesi Paraná.)  

Conclusão

Embora o papel de promover o estímulo e motivação de todos na escola seja do diretor, o reflexo dessas medidas dependerão também de outros fatores. A participação dos pais, dos alunos, dos colaboradores e dos professores deve crescer permanentemente na abertura de um diálogo que motive confiança, respeito e que deixe claro o objetivo maior dos esforços de todos: a melhoria na educação.

Fonte:
Diretor, estimule sua equipe!

Redator, social mídia, pesquisador e entusiasta das artes pelo Cena Livre de Teatro, grupo atuante na UFMT. Aluno do terceiro ano de Letras-Literatura na instituição federal, e fotógrafo nas horas vagas.


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